Fissura vertical no meio do vão
Região de momento máximo. Fissuração ali envolve a armadura de flexão e pede verificação da capacidade da peça.
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Viga é o elemento que mais informa antes de falhar, desde que se saiba ler o que ela mostra. Diferentemente do pilar, que rompe de forma frágil, a viga costuma dar sinais progressivos — e a posição em que a fissura aparece diz quase tudo sobre a natureza do problema, porque cada região da peça resiste a um tipo diferente de esforço.
A DRD2 Engenharia executa recuperação de vigas com diagnóstico antes de orçamento: identificamos se a fissuração é de flexão, de cisalhamento ou de corrosão, verificamos se a peça perdeu capacidade e definimos se o caso pede recuperação, complementação de armadura ou reforço. Com engenheiro registrado no CREA-SP e ART em todas as etapas.
Resposta direta
A posição da fissura é o que muda o diagnóstico: vertical no meio do vão indica flexão; inclinada perto do apoio indica cisalhamento, e essa é mais grave porque a ruína é frágil. Antes de remover qualquer concreto da viga, é preciso avaliar a necessidade de escoramento — ela está em carga enquanto o reparo acontece.
Sinais de alerta
Situações que costumam levar síndicos, empresas e proprietários a nos procurar — e que merecem avaliação de engenharia.
Região de momento máximo. Fissuração ali envolve a armadura de flexão e pede verificação da capacidade da peça.
Padrão associado ao esforço cortante, que solicita os estribos. É a fissuração mais preocupante de uma viga, por ser menos avisada.
Desplacamento ao longo da face de baixo indica corrosão da armadura de flexão — justamente a que sustenta a peça no meio do vão.
O estribo tem bitola fina e corrói primeiro. Rompido, deixa de conter a armadura longitudinal e de resistir ao cortante.
Barriga perceptível no meio do vão indica flecha além do previsto — por sobrecarga acrescentada ou por deficiência do próprio elemento.
Furo executado em obra, sem verificação, em posição que compromete a peça. Situação frequente e das mais subestimadas.
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01
Uma viga trabalha de duas maneiras ao mesmo tempo, e cada uma se manifesta numa região distinta. No meio do vão predomina a flexão: a face inferior é tracionada, e é ali que fica a armadura principal. Junto aos apoios predomina o esforço cortante, resistido pelos estribos. Ler a fissura é, antes de tudo, identificar em qual desses regimes ela apareceu.
Fissura vertical, no meio do vão, partindo da face inferior é fissuração de flexão. Em pequena abertura, é comportamento previsto no concreto armado. Quando é larga, numerosa ou progride para cima na altura da peça, indica solicitação acima da prevista — sobrecarga acrescentada, ou armadura insuficiente para o que a viga passou a suportar.
Fissura inclinada, próxima ao apoio, é fissuração de cisalhamento, e merece prioridade. A ruptura por cortante é menos dúctil que a de flexão: avisa menos e acontece mais rápido. Costuma indicar estribos insuficientes, corroídos ou mal distribuídos.
Já a fissura horizontal, correndo ao longo da peça na altura da armadura, não é sinal de esforço: é corrosão. A barra expandiu e rompeu o cobrimento no seu alinhamento. É o estágio que antecede o desplacamento, e o tratamento é o da armadura corroída.
02
Toda remoção de concreto em viga carregada precisa ser precedida de uma pergunta: essa região está trabalhando agora? Retirar material da zona comprimida ou expor a armadura tracionada de uma peça que sustenta pavimentos acima, sem alívio prévio, é criar durante a obra uma condição pior do que a que motivou a obra.
O escoramento cumpre esse papel: transfere a carga da viga para os elementos abaixo enquanto ela está aberta, e permanece até que o material de reparo atinja a resistência prevista. Não é improviso de canteiro — é peça dimensionada, com verificação do que está embaixo, porque escora apoiada sobre uma laje que não suporta a carga apenas transfere o problema de andar.
Em vigas com perda relevante de seção ou com fissuração de cisalhamento, o escoramento pode ser a primeira medida a executar, antes mesmo do diagnóstico completo. É barato, reversível e compra o tempo necessário para decidir com informação em vez de decidir com pressa.
03
Recuperar é devolver à viga o que ela perdeu: remover o concreto deteriorado, tratar ou complementar a armadura corroída, recompor a seção. O resultado é uma peça de volta à capacidade original de projeto — nem mais, nem menos.
Reforçar é dar à viga capacidade que ela nunca teve. Faz sentido quando o carregamento mudou, quando o dimensionamento original era insuficiente ou quando a perda de seção foi grande demais para a complementação resolver. As soluções vão da colagem de fibra de carbono na face tracionada ao acréscimo de perfil metálico, passando pelo aumento de seção em concreto armado.
A confusão entre as duas custa caro nos dois sentidos. Contratar reforço quando o caso era de recuperação é pagar por capacidade desnecessária. Contratar recuperação quando o caso era de reforço é executar a obra inteira e continuar com a viga insuficiente — e descobrir isso depois de fechada. É por isso que o recálculo com a seção real medida precede a definição do escopo, e não o contrário.
Registro fotográfico
Registros de campo da vistoria que antecedeu a intervenção — é assim que a deterioração se apresenta antes do tratamento.
Recuperação estrutural executada pela DRD2 Engenharia · Condomínio Edifício Brenda — Bom Retiro, São Paulo. Nome citado com autorização do cliente; endereço não divulgado.


Etapas do serviço
Fluxo padronizado, com documento em cada fase — você acompanha o que foi constatado e o que vem a seguir.
Identificação do padrão — flexão, cisalhamento ou corrosão — e mapeamento por percussão da extensão real do dano.
Geometria medida, armaduras e estribos localizados por pacometria e resistência do concreto estimada por ensaio.
Verificação da capacidade com os dados reais, para separar o que é recuperação do que exige reforço.
Escoramento dimensionado, com verificação do elemento de apoio, instalado antes de qualquer remoção de material.
Remoção do concreto contaminado, tratamento ou complementação da armadura e recomposição com material compatível.
Retirada do escoramento no prazo definido em projeto, relatório fotográfico e ART do serviço executado.
Referências normativas
Perguntas frequentes
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Responsabilidade técnica
Samuel Silva Costa
Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA-SP 5070163570 · Atuação em engenharia desde 2017. Conteúdo técnico redigido e revisado pelo responsável técnico da DRD2 Engenharia, que assina os laudos, projetos e ART dos serviços descritos nesta página.
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Eng. Samuel Costa — Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho. CREA-SP 5070163570. Todos os serviços com emissão de ART.