Imóvel sem projeto estrutural
Situação comum em construções antigas e autoconstrução. Sem planta de fôrmas e de armação, não há como recalcular nada.
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Toda intervenção em concreto armado esbarra na mesma pergunta: onde está o ferro? Furar uma laje para passar instalação, abrir um vão em parede estrutural, extrair um testemunho, verificar se o cobrimento explica a corrosão, recalcular uma peça de um imóvel sem projeto — nenhuma dessas coisas se resolve sem saber onde as barras estão e que diâmetro têm.
A pacometria responde isso sem produzir dano. O equipamento identifica a armadura por indução eletromagnética através do concreto, indicando posição, espaçamento, cobrimento e uma estimativa de bitola. É rápido, não invasivo e, na maior parte dos casos, o primeiro ensaio a ser feito — porque é ele que orienta com segurança tudo o que vem depois.
Resposta direta
A pacometria localiza as barras, mede o cobrimento e estima a bitola sem quebrar o concreto. É o que substitui a planta quando o projeto original se perdeu — situação normal em imóveis com mais de trinta anos — e é etapa obrigatória antes de furar, cortar ou extrair testemunho, para não seccionar armadura estrutural.
Sinais de alerta
Situações que costumam levar síndicos, empresas e proprietários a nos procurar — e que merecem avaliação de engenharia.
Situação comum em construções antigas e autoconstrução. Sem planta de fôrmas e de armação, não há como recalcular nada.
Passagem de instalação, chumbador ou ancoragem executada às cegas tem risco real de cortar armadura resistente.
Cobrimento insuficiente é a explicação mais frequente. Medi-lo é o que fecha o diagnóstico e evita repetir o erro no reparo.
Extrair sem localizar a armadura antes é aceitar o risco de cortar barra — o ensaio que deveria avaliar acaba danificando.
Conferência do cobrimento e do posicionamento executado em relação ao projeto, antes que a peça seja revestida.
Antes de cortar, é preciso saber o que está sendo cortado — a pacometria delimita o que pode e o que não pode sair.
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O equipamento gera um campo eletromagnético e detecta a perturbação causada pelo aço embutido no concreto. Com isso, entrega quatro informações: a posição das barras, o espaçamento entre elas, o cobrimento — a espessura de concreto entre a superfície e a barra — e uma estimativa de bitola.
Vale ser preciso sobre os limites, porque eles definem quando o ensaio basta e quando precisa de complemento. A bitola é estimada, não medida: o equipamento infere o diâmetro a partir do sinal, e a precisão cai quando as barras estão muito próximas ou em camadas sobrepostas. Há também um limite de profundidade — armadura muito afastada da superfície pode não ser detectada com confiabilidade.
E há o que ele definitivamente não faz: não avalia a corrosão da barra, não mede a resistência do concreto e não informa a perda de seção. Para corrosão ativa existe o ensaio de potencial de corrosão; para resistência, esclerometria como comparativo e extração de testemunhos como referência. A pacometria é a peça que localiza — as outras é que qualificam.
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Imóveis antigos, construções sem acompanhamento técnico e obras cujo escritório de projeto não existe mais têm um problema comum: não há como verificar a estrutura porque não se sabe o que ela tem dentro. Isso trava ampliação, mudança de uso, instalação de carga nova e qualquer recálculo.
A pacometria resolve boa parte disso. Combinada com a medição da geometria dos elementos e com a estimativa da resistência do concreto, ela permite reconstituir a armação existente com precisão suficiente para recalcular a peça. O resultado é um levantamento que passa a funcionar como o projeto que nunca existiu — e que serve para qualquer intervenção futura, não só para a atual.
Onde o levantamento não conclui, ele ao menos indica onde abrir. Uma janela de inspeção pontual, aberta no lugar certo apontado pelo ensaio, confirma bitola e disposição com um dano mínimo e localizado, em vez da picotagem exploratória que costuma ser a alternativa.
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Esta é a aplicação mais imediata e a que mais evita prejuízo. Furar uma viga para fixar um suporte, abrir passagem em laje, cortar um trecho de parede estrutural, instalar chumbador químico — todas essas operações cortam o que estiver no caminho, e o que está no caminho pode ser a armadura que sustenta a peça.
O dano de uma barra cortada é desproporcional ao tamanho do furo. Em viga, seccionar armadura de flexão no meio do vão ou um estribo junto ao apoio compromete diretamente a capacidade. Em laje, cortar armadura negativa sobre um apoio afeta a região de maior esforço. E o problema é que nada disso se manifesta na hora: o furo fica pronto, a instalação passa, e a consequência aparece depois.
O procedimento correto leva minutos: marcar as barras na superfície com o pacômetro, definir o ponto de perfuração entre elas e, quando não há posição livre, redimensionar a solução. O mesmo vale para extração de testemunho, em que a norma de referência pressupõe amostra sem armadura — extrair sem localizar antes é comprometer o próprio ensaio.
Etapas do serviço
Fluxo padronizado, com documento em cada fase — você acompanha o que foi constatado e o que vem a seguir.
Escolha dos elementos e trechos a ensaiar conforme o objetivo: recálculo, verificação de cobrimento ou preparação de intervenção.
Passagem do equipamento em malha sobre a peça, identificando armadura longitudinal e transversal.
Traçado das barras diretamente na superfície, para orientar perfuração, corte ou extração com segurança.
Leitura em pontos representativos, com comparação ao cobrimento mínimo exigido pela NBR 6118 para o ambiente.
Abertura de pequena janela de inspeção no local indicado pelo ensaio, para confirmar bitola e disposição com dano mínimo.
Croquis das armaduras mapeadas, tabela de cobrimentos, registro fotográfico e conclusão técnica.
Referências normativas
Perguntas frequentes
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Responsabilidade técnica
Samuel Silva Costa
Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA-SP 5070163570 · Atuação em engenharia desde 2017. Conteúdo técnico redigido e revisado pelo responsável técnico da DRD2 Engenharia, que assina os laudos, projetos e ART dos serviços descritos nesta página.
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Eng. Samuel Costa — Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho. CREA-SP 5070163570. Todos os serviços com emissão de ART.