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Ensaio de pacometria: achar a armadura sem quebrar o concreto

Toda intervenção em concreto armado esbarra na mesma pergunta: onde está o ferro? Furar uma laje para passar instalação, abrir um vão em parede estrutural, extrair um testemunho, verificar se o cobrimento explica a corrosão, recalcular uma peça de um imóvel sem projeto — nenhuma dessas coisas se resolve sem saber onde as barras estão e que diâmetro têm.

A pacometria responde isso sem produzir dano. O equipamento identifica a armadura por indução eletromagnética através do concreto, indicando posição, espaçamento, cobrimento e uma estimativa de bitola. É rápido, não invasivo e, na maior parte dos casos, o primeiro ensaio a ser feito — porque é ele que orienta com segurança tudo o que vem depois.

Resposta direta

A pacometria localiza as barras, mede o cobrimento e estima a bitola sem quebrar o concreto. É o que substitui a planta quando o projeto original se perdeu — situação normal em imóveis com mais de trinta anos — e é etapa obrigatória antes de furar, cortar ou extrair testemunho, para não seccionar armadura estrutural.

Sinais de alerta

Quando este serviço é necessário

Situações que costumam levar síndicos, empresas e proprietários a nos procurar — e que merecem avaliação de engenharia.

01

Imóvel sem projeto estrutural

Situação comum em construções antigas e autoconstrução. Sem planta de fôrmas e de armação, não há como recalcular nada.

02

Necessidade de furar laje, viga ou pilar

Passagem de instalação, chumbador ou ancoragem executada às cegas tem risco real de cortar armadura resistente.

03

Corrosão sem causa identificada

Cobrimento insuficiente é a explicação mais frequente. Medi-lo é o que fecha o diagnóstico e evita repetir o erro no reparo.

04

Extração de testemunho programada

Extrair sem localizar a armadura antes é aceitar o risco de cortar barra — o ensaio que deveria avaliar acaba danificando.

05

Verificação de conformidade em obra nova

Conferência do cobrimento e do posicionamento executado em relação ao projeto, antes que a peça seja revestida.

06

Abertura de vão em parede ou laje

Antes de cortar, é preciso saber o que está sendo cortado — a pacometria delimita o que pode e o que não pode sair.

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01

O que o pacômetro mede — e o que ele não mede

O equipamento gera um campo eletromagnético e detecta a perturbação causada pelo aço embutido no concreto. Com isso, entrega quatro informações: a posição das barras, o espaçamento entre elas, o cobrimento — a espessura de concreto entre a superfície e a barra — e uma estimativa de bitola.

Vale ser preciso sobre os limites, porque eles definem quando o ensaio basta e quando precisa de complemento. A bitola é estimada, não medida: o equipamento infere o diâmetro a partir do sinal, e a precisão cai quando as barras estão muito próximas ou em camadas sobrepostas. Há também um limite de profundidade — armadura muito afastada da superfície pode não ser detectada com confiabilidade.

E há o que ele definitivamente não faz: não avalia a corrosão da barra, não mede a resistência do concreto e não informa a perda de seção. Para corrosão ativa existe o ensaio de potencial de corrosão; para resistência, esclerometria como comparativo e extração de testemunhos como referência. A pacometria é a peça que localiza — as outras é que qualificam.

02

Estrutura sem projeto: o levantamento que substitui a planta

Imóveis antigos, construções sem acompanhamento técnico e obras cujo escritório de projeto não existe mais têm um problema comum: não há como verificar a estrutura porque não se sabe o que ela tem dentro. Isso trava ampliação, mudança de uso, instalação de carga nova e qualquer recálculo.

A pacometria resolve boa parte disso. Combinada com a medição da geometria dos elementos e com a estimativa da resistência do concreto, ela permite reconstituir a armação existente com precisão suficiente para recalcular a peça. O resultado é um levantamento que passa a funcionar como o projeto que nunca existiu — e que serve para qualquer intervenção futura, não só para a atual.

Onde o levantamento não conclui, ele ao menos indica onde abrir. Uma janela de inspeção pontual, aberta no lugar certo apontado pelo ensaio, confirma bitola e disposição com um dano mínimo e localizado, em vez da picotagem exploratória que costuma ser a alternativa.

03

Antes de furar, cortar ou extrair

Esta é a aplicação mais imediata e a que mais evita prejuízo. Furar uma viga para fixar um suporte, abrir passagem em laje, cortar um trecho de parede estrutural, instalar chumbador químico — todas essas operações cortam o que estiver no caminho, e o que está no caminho pode ser a armadura que sustenta a peça.

O dano de uma barra cortada é desproporcional ao tamanho do furo. Em viga, seccionar armadura de flexão no meio do vão ou um estribo junto ao apoio compromete diretamente a capacidade. Em laje, cortar armadura negativa sobre um apoio afeta a região de maior esforço. E o problema é que nada disso se manifesta na hora: o furo fica pronto, a instalação passa, e a consequência aparece depois.

O procedimento correto leva minutos: marcar as barras na superfície com o pacômetro, definir o ponto de perfuração entre elas e, quando não há posição livre, redimensionar a solução. O mesmo vale para extração de testemunho, em que a norma de referência pressupõe amostra sem armadura — extrair sem localizar antes é comprometer o próprio ensaio.

Etapas do serviço

Como conduzimos, passo a passo

Fluxo padronizado, com documento em cada fase — você acompanha o que foi constatado e o que vem a seguir.

  1. 01

    Definição das regiões de interesse

    Escolha dos elementos e trechos a ensaiar conforme o objetivo: recálculo, verificação de cobrimento ou preparação de intervenção.

  2. 02

    Varredura da superfície

    Passagem do equipamento em malha sobre a peça, identificando armadura longitudinal e transversal.

  3. 03

    Marcação in loco

    Traçado das barras diretamente na superfície, para orientar perfuração, corte ou extração com segurança.

  4. 04

    Registro de cobrimento e bitola estimada

    Leitura em pontos representativos, com comparação ao cobrimento mínimo exigido pela NBR 6118 para o ambiente.

  5. 05

    Confirmação pontual quando necessária

    Abertura de pequena janela de inspeção no local indicado pelo ensaio, para confirmar bitola e disposição com dano mínimo.

  6. 06

    Relatório com ART

    Croquis das armaduras mapeadas, tabela de cobrimentos, registro fotográfico e conclusão técnica.

Referências normativas

  • ABNT NBR 6118 — Projeto de estruturas de concreto: cobrimento mínimo por classe de agressividade
  • ABNT NBR 7680 — Extração e ensaio de testemunhos: exigência de amostra isenta de armadura
  • ABNT NBR 16747 — Inspeção predial: diretrizes e classificação de anomalias
  • BS 1881-204 — Ensaio de concreto: uso de detectores eletromagnéticos de cobrimento

Perguntas frequentes

Dúvidas frequentes sobre pacometria

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Responsabilidade técnica

Samuel Silva Costa

Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA-SP 5070163570 · Atuação em engenharia desde 2017. Conteúdo técnico redigido e revisado pelo responsável técnico da DRD2 Engenharia, que assina os laudos, projetos e ART dos serviços descritos nesta página.

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Eng. Samuel CostaEngenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho. CREA-SP 5070163570. Todos os serviços com emissão de ART.

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