Corpos de prova reprovados na obra
Quando o controle tecnológico acusa resistência abaixo da especificada, o testemunho verifica o que efetivamente ficou na peça concretada.
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Quando a pergunta é quanto o concreto realmente resiste, só existe um caminho que responde com confiabilidade: retirar um pedaço dele e romper em laboratório. Todos os demais ensaios — esclerometria, ultrassom — são indiretos, comparativos e sujeitos a interferências. O testemunho é o que conclui.
A DRD2 Engenharia executa campanhas de extração conforme a ABNT NBR 7680, com locação criteriosa dos pontos, extração com sonda rotativa, rompimento em laboratório e interpretação por engenheiro registrado no CREA-SP, com ART. Os pontos extraídos são reparados ao final.
Resposta direta
É o único ensaio que determina a resistência efetiva do concreto que está na estrutura. Retira-se um cilindro com sonda rotativa e rompe-se em laboratório. Diferente da esclerometria, que é triagem, o testemunho conclui — por isso é ele que sustenta discussão contratual e verificação de capacidade. O custo é causar um dano localizado, que é reparado, e exigir escolha criteriosa dos pontos.
Sinais de alerta
Situações que costumam levar síndicos, empresas e proprietários a nos procurar — e que merecem avaliação de engenharia.
Quando o controle tecnológico acusa resistência abaixo da especificada, o testemunho verifica o que efetivamente ficou na peça concretada.
Sem memorial nem projeto, a resistência do concreto é uma incógnita que só o ensaio direto resolve — e sem ela não há verificação de capacidade confiável.
Antes de aprovar novo pavimento, equipamento ou mudança de uso, a resistência real do concreto entra diretamente no cálculo.
Quando a triagem aponta regiões atípicas, o testemunho é o passo seguinte para saber se a diferença é real.
Comparar testemunhos de áreas atingidas e não atingidas quantifica a perda de resistência causada pelo calor.
É o ensaio com peso probatório sobre a qualidade do concreto executado, usado em disputas com construtora e em perícia.
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01
A esclerometria mede dureza superficial e permite comparar elementos; o ultrassom detecta vazios e falhas internas. Nenhum dos dois mede resistência à compressão — eles se correlacionam com ela, mas essa correlação é afetada por carbonatação, umidade, idade, tipo de agregado e textura.
O testemunho elimina a correlação: ele é um pedaço do concreto da própria estrutura, rompido em prensa da mesma forma que um corpo de prova moldado. O resultado é a resistência daquele concreto, ali.
É por isso que, em qualquer discussão que envolva números — verificação de capacidade, disputa contratual, perícia —, o testemunho é o ensaio que sustenta a conclusão, e os demais servem para orientar onde extraí-lo.
Vale a inversa também: quando a pergunta é sobre uniformidade, e não sobre valor absoluto, a esclerometria responde melhor e muito mais barato. Extrair testemunho para saber se dois pilares são parecidos é gastar demais para responder pouco.
02
A locação dos pontos determina tanto a qualidade da informação quanto o dano causado, e é a etapa que exige mais critério.
Antes de qualquer furo, faz-se pacometria para mapear as armaduras. Cortar barra durante a extração compromete o elemento e invalida o testemunho — e em peça densamente armada nem sempre há espaço livre suficiente.
A escolha considera ainda a solicitação: extrai-se em regiões de menor esforço, evitando zonas de apoio, nós e trechos com concentração de tensão. Em pilar, evita-se a base; em viga, evita-se a proximidade dos apoios.
E considera a representatividade: elementos com aparência, idade ou histórico distintos precisam ser amostrados separadamente. Extrair três testemunhos todos do mesmo pilar responde sobre aquele pilar, não sobre a estrutura.
O número de pontos vem dessa análise, não de tabela fixa — e consta da proposta com a justificativa de cada um.
03
A extração é feita com sonda rotativa e coroa diamantada, refrigerada a água, que retira um cilindro íntegro do concreto. A partir daí, o percurso até o número tem etapas que afetam o resultado:
Dimensões e proporção
O diâmetro deve ser compatível com o agregado da peça, e a relação entre altura e diâmetro influencia a resistência medida — a norma define fatores de correção para isso.
Preparo das faces
As bases são regularizadas para que a carga da prensa seja aplicada uniformemente; face irregular produz resultado artificialmente baixo.
Rompimento em laboratório
Ensaio de compressão em prensa aferida, com registro da carga de ruptura e do modo de falha observado.
Correções normativas
Aplicação dos fatores previstos na NBR 7680 — proporção, presença de armadura no corpo, condição de umidade — para chegar ao valor comparável.
Interpretação por engenheiro
Análise conjunta dos resultados e correlação com a estrutura. Valor isolado não conclui: é o conjunto que caracteriza o concreto.
04
Extração é ensaio semidestrutivo: deixa um furo cilíndrico na peça. O dano é localizado, previsto e reparado ao final com material de reparo estrutural — mas não é desprezível, e por isso o número de pontos é definido com parcimônia.
Em elementos de pequena seção ou muito solicitados, a extração pode não ser recomendável, e nesses casos avaliamos alternativas: extrair em elemento equivalente de mesma concretagem, ou combinar esclerometria e ultrassom aceitando a limitação de não obter valor absoluto.
O reparo dos pontos faz parte do serviço e é registrado no relatório. Furo de testemunho deixado aberto, além do dano estético, cria caminho para umidade alcançar a armadura — problema criado pelo próprio ensaio que deveria diagnosticar.
Etapas do serviço
Fluxo padronizado, com documento em cada fase — você acompanha o que foi constatado e o que vem a seguir.
O que precisa ser respondido — verificação de capacidade, discussão contratual, dano por incêndio — define a campanha.
Esclerometria para identificar regiões atípicas e pacometria para mapear armaduras antes de definir os pontos.
Escolha considerando representatividade, solicitação do elemento e ausência de armadura no trecho.
Retirada com sonda rotativa e coroa diamantada, com identificação e registro fotográfico de cada corpo.
Preparo das faces, rompimento em prensa aferida e aplicação dos fatores de correção normativos.
Análise conjunta dos resultados, reparo dos pontos extraídos e relatório com ART registrada.
Referências normativas
Perguntas frequentes
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Responsabilidade técnica
Samuel Silva Costa
Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA-SP 5070163570 · Atuação em engenharia desde 2017. Conteúdo técnico redigido e revisado pelo responsável técnico da DRD2 Engenharia, que assina os laudos, projetos e ART dos serviços descritos nesta página.
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Responsabilidade técnica
Eng. Samuel Costa — Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho. CREA-SP 5070163570. Todos os serviços com emissão de ART.